DISTÚRBIOS
ESPIRITUAIS
Em virtude da maioria, talvez 80%, das
doenças se iniciarem no corpo astral, pode-se deduzir que nas eras vindouras a
Medicina será integral, isto é, um grupo de médicos terrenos atenderá as
mazelas patológicas físicas, trabalhando ao lado de outro grupo de médicos
desencarnados, que se encarregarão do corpo espiritual.
Classificação
Didática dos Distúrbios Espirituais (Modelo Dr.Lacerda)
Estigmas Cármicos
não Obsessivos: Físicos e Psíquicos
Síndrome
dos Aparelhos Parasitas no Corpo Astral
Síndrome da Mediunidade Reprimida
Arquepadias
(magia originada em passado remoto)
Goécia
(magia negra)
Síndrome da Ressonância Vibratória com
o Passado
Correntes Mentais Parasitas
Auto-Induzidas
Diante dessa classificação, impõe-se o
conhecimento em profundidade dos mecanismos íntimos de cada uma das entidades nosográficas (nosografia -
descrição metódica das doenças) citadas, lembrando que o diagnóstico de certeza
dependerá sempre das condições de desenvolvimento e harmonia do grupo
mediúnico, do perfeito domínio da técnica apométrica
e da imprescindível cobertura da Espiritualidade
Superior.
A indução espiritual de desencarnado
para encarnado se faz espontaneamente, na maioria das vezes de modo casual, sem
premeditação ou maldade alguma. O espírito vê o paciente, sente-lhe a benéfica
aura vital que o atrai, porque lhe dá sensação de bem estar. Encontrando-se
enfermo, porém, ou em sofrimento, transmite ao encarnado suas angústias e
dores, a ponto de desarmonizá-lo - na medida da intensidade da energia
desarmônica de que está carregado e do tempo de atuação sobre o encarnado. Em
sensitivos, sem educação mediúnica, é comum chegarem em
casa, esgotados, angustiados ou se queixando de profundo mal-estar. Por
ressonância vibratória, o desencarnado recebe um certo
alívio, uma espécie de calor benéfico que se irradia do corpo vital mas causa
no encarnado, o mal-estar de que este se queixa.
Hábitos perniciosos ou vícios, uma
cerveja na padaria, um cigarro a mais, um passeio no motel, um porno-filme da locadora de vídeo, defender ardorosamente o
time de futebol, manifestação violenta da sua própria opinião pessoal, atraem
tais tipos de companhia espiritual, algumas brincadeiras tais como as do copo,
ou pêndulo, podem atrair espíritos brincalhões, a princípio, que podem gostar
dos participantes e permanecerem por uma longa estadia. De qualquer maneira, o
encarnado é sempre o maior prejudicado, por culpa da sua própria invigilância - "orai e vigiai" são as palavras
chaves e o agir conscientemente, é a resposta. A influência exercida pelos
desencarnados, em todas as esferas da atividade humana poderá ser feita de
maneira sutil e imperceptível, por exemplo, sugerindo uma única palavra escrita
ou falada que deturpe o significado da mensagem do encarnado de modo a
colocá-lo em situação delicada.
A indução espiritual, embora aparente uma certa simplicidade, pode evoluir de maneira drástica,
ocasionando repercussões mentais bem mais graves, simulando até mesmo, uma
subjugação espiritual por vingança.
Durante o estado de indução
espiritual, existe a transferência da energia desarmônica do desencarnado para
o encarnado, este fato poderá agravar outros fatos precedentes, como a
ressonância vibratória com o passado angustioso que trazem a desarmonia
psíquica para a vida presente, através de "flashes" ideoplásticos (ideo - do grego idéa = "aparência"; princípio, idéia. + plast - (icos) do grego plásso ou platto =
"modelar"; moldar. Ou ainda "plasmar", no conceito
espírita.). Em outras palavras: um fato qualquer na vida presente, poderá ativar uma faixa angustiosa de vida passada, tal
vibração, gera a sintonia vibracional que permite a aproximação de um espírito
desencarnado
“A obsessão é a ação persistente que
um espírito mal exerce sobre um indivíduo. Apresenta caracteres muito diversos,
desde a simples influência moral, sem perceptíveis sinais exteriores, até a
perturbação completa do organismo e das faculdades mentais.” (Allan Kardec)
“É a ação nefasta e continuada de um
espírito sobre outro, independentemente do estado de encarnado ou desencarnado
em que se encontrem (Dr. José Lacerda)”.
A obsessão implica sempre ação
consciente e volitiva, com objetivo bem nítido, visando fins e efeitos muito
definidos, pelo obsessor que sabe muito bem o que está fazendo. Esta ação
premeditada, planejada e posta em execução, por vezes, com esmero e
sofisticação, constitui a grande causa das enfermidades psíquicas. Quando a
obsessão se processa por imantação mental, a causa está, sempre em alguma
imperfeição moral da vítima (na encarnação presente ou nas anteriores),
imperfeição que permite a ação influenciadora de espíritos malfazejos.
A obsessão é a enfermidade do século.
Tão grande é o número de casos rotulados como disfunção cerebral ou psíquica
(nos quais, na verdade, ela está presente) que podemos afirmar: fora as doenças
causadas por distúrbios de natureza orgânica, como traumatismo craniano,
infecção, arteriosclerose e alguns raros casos de ressonância com o Passado
(desta vida), todas as enfermidades
mentais são de natureza espiritual.
A maioria dos casos é de desencarnados
atuando sobre mortais. A etiologia das obsessões, todavia, é tão complexa
quanto profunda, vinculando-se às dolorosas conseqüências de desvios morais em
que encarnado e desencarnado trilharam caminhos da criminalidade franca ou
dissimulada; ambos, portanto, devendo contas mais ou menos pesadas, por
transgressões à grande Lei da Harmonia Cósmica. Passam a se encontrar, por
isso, na condição de obsediado e obsessor, desarmonizados, antagônicos,
sofrendo mutuamente os campos vibratórios adversos que eles próprios criaram.
A maioria das ações perniciosas de
espíritos sobre encarnados implica todo um extenso processo a se desenrolar no tempo e no espaço, em que a atuação odiosa e pertinaz (causa da doença) nada
mais é do que um contínuo fluxo de cobrança de mútuas dívidas, perpetuando o
sofrimento de ambos os envolvidos. Perseguidores de ontem são vítimas hoje, em
ajuste de contas interminável, mais trevoso do que
dramático. Ambos, perseguidor e vítima atuais, estão atrasados na evolução
espiritual. Tendo transgredido a Lei da Harmonia Cósmica e não compreendendo os
desígnios da Justiça Divina, avocam a si, nos atos de vingança, poder e
responsabilidade que são de Deus.
As obsessões podem ser classificadas
em simples (mono ou poli-obsessões - por um obsessor
ou por vários obsessores), ou complexa,
quando houver ação de magia negra, implantação de aparelhos parasitas,
uso de campos-de-força dissociativos
ou magnéticos de ação contínua, provocadores de desarmonias tissulares que dão
origem a processos cancerosos. Assim, os obsessores
agem isoladamente, em grupos ou em grandes hordas, conforme o grau de imantação
que tem com o paciente, sua periculosidade, os meios astrais de que dispõem, a inteligência de que são portadores, e sua
potencialidade mental. De todos os modos são terríveis e somente com muito amor
e vontade de servir à Obra do Senhor, faz com que nos envolvamos com eles.
Os tipos de ações obsessivas podem
acontecer em desencarnado atuando sobre desencarnado, desencarnado sobre
encarnado, encarnado sobre desencarnado, encarnado sobre encarnado ou ainda
obsessão recíproca, esses dois últimos, estudados sob o título de
Pseudo-Obsessão.
É a atuação do encarnado sobre o
encarnado ou a obsessão recíproca. Todos nós conhecemos criaturas dominadoras,
prepotentes e egoístas, que comandam toda uma família, obrigando todos a
fazerem exclusivamente o que elas querem. Tão pertinaz (e ao mesmo tempo
descabida) pode se tornar esta ação, que, sucedendo a morte do déspota, todas
as vítimas de sua convivência às vezes chegam a respirar, aliviada. No entanto,
o processo obsessivo há de continuar, pois a perda do corpo físico não
transforma o obsessor.
Este tipo de ação nefasta é mais comum
entre encarnados, embora possa haver pseudo-obsessão entre desencarnados e
encarnados. Trata-se de ação perturbadora em que o espírito agente não deseja
deliberadamente, prejudicar o ser visado. É conseqüência da ação egoísta de uma
criatura que faz de outra o objeto dos seus cuidados e a deseja ardentemente
para si própria como propriedade sua. Exige que a outra obedeça cegamente às
suas ordens desejando protegê-la, guiá-la e, com tais coerções, impede-a de se
relacionar saudável e normalmente com seus semelhantes.
Acreditamos que o fenômeno não deve
ser considerado obsessão propriamente dita. O agente não tem intuito de
prejudicar o paciente. Acontece que, embora os motivos possam até ser nobres, a
atuação resulta prejudicial; com o tempo, poderá transformar-se em verdadeira
obsessão.
A pseudo-obsessão é muito comum em
pessoas de personalidade forte, egoístas, dominadoras, que muitas vezes,
sujeitam a família à sua vontade tirânica. Ela aparece nas relações de casais,
quando um dos cônjuges tenta exercer domínio absoluto sobre o outro. Caso
clássico, por exemplo, é o do ciumento que cerceia de tal modo a liberdade do ser amado que, cego a tudo, termina por
prejudicá-lo seriamente. Nesses casos, conforme a intensidade e continuidade do
processo, pode se instalar a obsessão simples
(obsessão de encarnado sobre encarnado).
O que dizer do filho mimado que chora,
bate o pé, joga-se ao chão, até que consegue que o pai ou a mãe lhe dê o que
quer ou lhe "sente a mão". Qualquer das duas reações faz com que o
pequeno e "inocente" vampiro, absorvam as energias do oponente. O que
pensar do chefe déspota, no escritório? E dos desaforos: "eu faço a
comida, mas eu cuspo dentro". E que tal a mulher dengosa que consegue tudo
o que quer? Quais são os limites prováveis?
Enquanto o relacionamento entre
encarnados aparenta ter momentos de trégua enquanto dormem, o elemento
dominador pode desprender-se do corpo e sugar as energias vitais do corpo
físico do outro. Após o desencarne, o elemento dominador poderá continuar a
"proteger" as suas relações, a agravante agora é que o assédio
torna-se maior ainda pois o desencarnado não necessita
cuidar das obrigações básicas que tem como encarnado, tais como: comer, dormir,
trabalhar, etc.
O obsediado poderá reagir às ações do
obsessor criando condições para a obsessão recíproca. Quando a vítima tem
condições mentais, esboça defesa ativa: procura agredir o agressor na mesma
proporção em que é agredida. Estabelece-se, assim, círculo vicioso de imantação
por ódio mútuo, difícil de ser anulado.
Em menor ou maior intensidade, essas
agressões recíprocas aparecem em quase todos os tipos de obsessão; são
eventuais (sem características que as tornem perenes), surgindo conforme
circunstâncias e fases existenciais, podendo ser concomitantes a determinados
acontecimentos. Apesar de apresentarem, às vezes, intensa imantação negativa,
esses processos de mútua influenciação constituem
obsessão simples, tendo um único obsessor. Quando a obsessão recíproca acontece
entre desencarnado e encarnado é porque o encarnado tem personalidade muito
forte, grande força mental e muita coragem, pois enfrenta o espírito em
condições de igualdade. No estado de vigília, a pessoa viva normalmente não
sabe o drama que esta vivendo. É durante o sono - e desdobrada - que passa a
ter condições de enfrentar e agredir o contendor.
Em conclusão a esses tipos de
relacionamentos interpessoais, aparenta-me que o ser
humano deixou de absorver as energias cósmicas ou divinas, por seu próprio
erro, desligando-se do Divino e busca desde então, exercer o "poder"
sobre o seu semelhante para assim, vampirizar e
absorver as suas energias vitais.
De que maneira, podemos
nos "religar" e absorver as energias divinas, depois de tantas
vidas procedendo erroneamente? Talvez a resposta esteja no "orai e
vigiai", de maneira constante e persistente, sem descanso, sem tréguas,
buscando o equilíbrio de ações, pensamentos e plena consciência dos seus atos pois talvez ainda, o maior culpado deste errôneo proceder
seja de quem se deixa dominar, vampirizar ou chantagear.
Por simbiose se entende a duradoura
associação biológica de seres vivos, harmônica e às vezes necessária, com
benefícios recíprocos. A simbiose espiritual obedece ao mesmo princípio. Na
Biologia, o caráter harmônico e necessário deriva das necessidades
complementares que possuem as espécies que realizam tais associações que
primitivamente foi parasitismo. Com o tempo, a relação evoluiu e se disciplinou
biologicamente: o parasitado, também ele, começou a tirar proveito da relação.
Existe simbiose entre espíritos como entre encarnados e desencarnados. É comum
se ver associações de espíritos junto a médiuns, atendendo aos seus menores
chamados. Em troca, porém recebem do médium as energias vitais de que carecem.
Embora os médiuns às vezes nem suspeitem, seus "associados" espirituais
são espíritos inferiores que se juntam aos homens para parasitá-los ou fazer
simbiose com eles.
A maioria dos "ledores da
sorte", sem dotes proféticos individuais, só tem êxito na leitura das
cartas porque são intuídos pelos desencarnados que os rodeiam. Em troca, os
espíritos recebem do médium (no transe parcial deste), energias vitais que
sorvem de imediato e sofregamente...
Narra André Luiz (em
"Libertação", Cap. "Valiosa
Experiência"), "Depois de visivelmente satisfeito no acordo
financeiro estabelecido, colocou-se o vidente em profunda concentração e notei
o fluxo de energias a emanarem dele, através de todos os poros, mas muito
particularmente da boca, das narinas, dos ouvidos e do peito. Aquela força,
semelhante a vapor fino e sutil, como que povoava o ambiente acanhado e reparei
que as individualidades de ordem primária ou retardadas, que coadjuvavam o
médium em suas incursões em nosso plano, sorviam-na a longos haustos,
sustentando-se dela, quanto se nutre o homem comum de proteína, carboidratos e vitaminas.".
Em
Biologia, "parasitismo é o fenômeno pelo qual um ser
vivo extrai direta e necessariamente de outro ser vivo (denominado
hospedeiro) os materiais indispensáveis para a formação e construção de seu
próprio protoplasma.". O hospedeiro sofre as conseqüências do parasitismo
em graus variáveis, podendo até morrer. Haja visto o
caso da figueira, que cresce como uma planta parasita, e à medida que cresce,
sufoca completamente a planta hospedeira a ponto de secá-la completamente.
Parasitismo espiritual implica -
sempre - viciação do parasita. O fenômeno não encontra
respaldo ou origem nas tendências naturais da Espécie humana. Pelo contrário,
cada indivíduo sempre tem condições de viver por suas próprias forças. Não há
compulsão natural à sucção de energias alheias. É a viciação que faz com que
muitos humanos, habituados durante muito tempo a viver da exploração, exacerbem
esta condição anômala, quando desencarnados.
Tanto quanto o parasitismo entre seres
vivos, o espiritual é vício muitíssimo difundido. Casos há em que o parasita não tem consciência do que faz; às vezes, nem
sabe que já desencarnou. Outros espíritos, vivendo vida apenas vegetativa,
parasitam um mortal sem que tenham a mínima noção do que fazem; não tem idéias,
são enfermos desencarnados em dolorosas situações. Neste parasitismo
inconsciente se enquadra a maioria dos casos.
Há também os
parasitas que são colocados por obsessores
para enfraquecerem os encarnados. Casos que aparecem em obsessões complexas,
sobretudos quando o paciente se apresenta anormalmente debilitado.
O primeiro passo do atendimento
consiste na separação do parasita do hospedeiro.
Cuida-se do espírito, tratando-o, elementos valiosos podem surgir, facilitando
a cura do paciente encarnado. Por fim, trata-se de energizar
o hospedeiro, indicando-lhe condições e procedimentos profiláticos.
A diferença entre o vampirismo e o
parasitismo está na intensidade da ação nefasta do vampirismo, determinada pela
consciência e crueldade com que é praticada, tem portanto,
a intenção, vampirizam porque querem e sabem o que
querem. André Luiz nos informa: "Sem nos referirmos aos morcegos
sugadores, o vampiro, entre os homens é o fantasma dos mortos, que se retira do
sepulcro, alta noite, para alimentar-se do sangue dos vivos. Não sei quem é o
autor de semelhante definição, mas, no fundo, não está errada. Apenas, cumpre
considerar que, entre nós, vampiro é toda entidade ociosa que se vale,
indebitamente, das possibilidades alheias e, em se tratando de vampiros que
visitam os encarnados, é necessário reconhecer que eles atendem aos sinistros
propósitos a qualquer hora, desde que encontrem guarida no estojo de carne dos
homens." (" Missionários da Luz", Cap.
"Vampirismo"). Há todo um leque de vampiros, em que se encontram
criaturas encarnadas e desencarnadas. Todos os espíritos inferiores, ociosos e
primários, podem vampirizar ou parasitar
mortos e vivos. Um paciente, pela descrição, era portador de distrofia
muscular degenerativa, estava de tal modo ligado ao espírito vampirizante que se fundiam totalmente, os cordões dos
corpos astrais estavam emaranhados, o espírito tinha
tanto amor pelo paciente que acabou por odiá-lo profundamente, desejando a sua
morte, e assim sugava suas energias.
Como exemplos, citamos as deficiências
físicas congênitas de um modo geral: ausência de membros, cardiopatias
congênitas, surdez, cegueira, etc., além de todos os casos de manifestações
mentais patológicas, entre elas, a esquizofrenia, grave enfermidade responsável
pela restrição da atividade consciencial da criatura,
a comprometer por toda uma existência a sua vida de relação. Podemos enquadrar
aqui também, os casos de Síndrome de Down e Autismo.
Por outro lado, os neurologistas defrontam-se
seguidamente com alguns casos desconcertantes de estigmas retificadores
- as epilepsias essenciais -, assim denominadas por conta dos acessos
convulsivos na ausência de alterações eletroencefalográficas.
São quadros sofridos, difíceis e nem sempre bem controlados com os anti-convulsivantes específicos. Boa parte desses enfermos
costuma evoluir para a cronicidade sem que a Medicina
atine com as verdadeiras causas do mal. Diz o Dr. Eliezer
Mendes, em seus livros, que são casos de médiuns altamente sensitivos tratados
e internados em hospitais psiquiátricos e que mais lhes prejudica no seu
caminho evolutivo.
A reencarnação, é
a oportunidade que temos de reaprender, de acertar, para podermos evoluir.
Apesar dos bons propósitos e da vontade de progredir, assumidos contratualmente
no Ministério da Reencarnação, nem sempre o espírito no decorrer de uma
reencarnação atinge a totalidade dos objetivos moralizantes. As imperfeições
milenares que o aprisionam às manifestações
egoísticas, impedem-no de ascender verticalmente com a rapidez desejada e, por
vezes, enreda-se nas malhas de seus múltiplos defeitos, retardando
deliberadamente a caminhada terrena em busca da luz.
Na vivência das paixões
descontroladas, o indivíduo menos vigilante atenta contra as Leis Morais da
Vida e deixando-se arrastar por ímpetos de violência, termina por prejudicar,
de forma contundente, um ou vários companheiros de jornada evolutiva.
Todo procedimento antiético, que redunda no mal, produz
complexa desarmonia psíquica, que reflete energias densificadas
que se enraízam no perispírito só se exteriorizando
mais tarde sob a forma de deficiências ou enfermidades complexas no transcorrer
das reencarnações sucessivas. A presença de estigma cármico
reflete a extensão e o valor de uma dívida moral, indicando a necessidade de
ressarcimento e trabalho reconstrutivo no campo do
bem, em benefício do próprio reequilibrio espiritual.
Os estigmas cármicos, quando
analisados pelo prisma espírita, podem ser considerados recursos do mais
elevado valor terapêutico, requeridos pelo espírito moralmente enfermo, visando
o reajuste perante a sua própria consciência culpada.
O paciente caminha lentamente, com passos lerdos, como se
fosse um robô, estava rodeado por cinco entidades obsessoras de muito baixo padrão vibratório. Suas reações
eram apenas vegetativas com demonstrações psíquicas mínimas. Às vezes ouvia
vozes estranhas que o induziam a atitudes de
autodestruição, ou faziam comentários de seus atos. Tais vozes procuravam
desmoralizá-lo sempre.
Ao ser submetido, em desdobramento, a exame no Hospital
Amor e Caridade, do plano espiritual, verificaram que o enfermo era portador de
um aparelho estranho fortemente fixado por meio de parafusos no osso occipital
com filamentos muito finos distribuídos na intimidade do cérebro e algumas
áreas do córtex frontal. Explicaram os médicos desencarnados que se tratava de
um aparelho eletrônico colocado com o interesse de prejudicar o paciente por
inteligência poderosa e altamente técnica e que os cinco espíritos obsessores que o assistiam eram apenas "guardas"
incapazes de dominarem técnica tão sofisticada. Zelavam apenas pela permanência
do aparelho no doente.
Foram atendidos em primeiro lugar os espíritos negativos
que o assistiam e devidamente encaminhados ao Hospital. Em virtude de se tratar
de um obsessor dotado de alto nível de inteligência, a espiritualidade
determinou que o atendimento desse paciente fosse feito algumas horas mais
tarde, em sessão especial. À hora aprazada, o enfermo foi desdobrado pela
Apometria e conduzido ao Hospital para exame, em seguida trouxemos o espírito
do obsessor para ser atendido no ambiente de trabalho.
Explicaram os amigos espirituais que, bastaria tentar
desparafusar o aparelho para que o mesmo emitisse um sinal eletrônico para a
base alertando o comando das trevas. Tocaram no parafuso que tinha "rosca
esquerda" esperando assim atrair o responsável. Estimavam detê-lo de
qualquer forma, para isso tomando precauções pela distribuição de forte
guarnição estrategicamente situada.
Ao final do trabalho, a entidade retirou o aparelho
parasita com toda delicadeza possível visando não lesar o enfermo. Disse também
que já havia instalado mais de 900 instrumentos de vários tipos no cérebro de
seres humanos e que em alguns indivíduos o resultado era nulo porque havia como
uma imunidade para tais engenhos; que outros o recebiam com muita facilidade,
tornando-se autômatos; e que outros, uns poucos, morreram.
O funcionamento do aparelho era o seguinte; o aparelho
recebia uma onda eletromagnética de rádio freqüência, em faixa de baixa
freqüência, de maneira constante, porém sem atingir os níveis da consciência.
Tinha por finalidade esgotar seu sistema nervoso. Em momentos marcados, emitia
sinal modulado com vozes de comando, ordens, comentários, etc. O próprio
enfermo fornece energia para o funcionamento do engenho parasita, um filamento
estará ligado a um tronco nervoso ou a um músculo com o objetivo de captar a
energia emitida.
A recuperação manifestou-se em 48 horas. A primeira revisão
aconteceu um mês após. O paciente prosseguiu nos estudos. Cinco anos depois se
encontra bem.
Aparelhos mais ou menos sofisticados, que o descrito no
relato acima, são colocados com muita precisão e
cuidado, no Sistema Nervoso Central dos pacientes. Em geral os portadores de
tais aparelhos eram obsidiados de longa data e que
aparentemente sofriam muito com esses mecanismos parasitas. A finalidade desses
engenhos eletrônicos é causar perturbação nervosa na área da sensibilidade ou
em centros nervosos determinados. Alguns mais perfeitos e complexos, atingem também ''áreas motoras específicas causando
respostas neurológicas correspondentes, tais como paralisias progressivas,
atrofias, hemiplegias, síndromes dolorosas, etc. O objetivo sempre é
desarmonizar a fisiologia nervosa do paciente e faze-lo sofrer. A interferência
constante no sistema nervoso causa perturbações de vulto, não só da fisiologia
normal, mas, sobretudo no vasto domínio da mente, com reflexos imediatos para a
devida apreciação dos valores da personalidade e suas respostas na conduta do
indivíduo.
Tudo isso se passa no mundo espiritual, no corpo astral.
Somente em desdobramento é possível retirar esses artefatos parasitas,
o que explica a ineficiência dos "passes" neste tipo de enfermidade.
O obsessor pode ser de dois tipos: ou o inimigo contratou mediante barganha em
troca do trabalho, a instalação com algum mago das sombras, verdadeiro técnico
em tais misteres, ou o obsessor é o próprio técnico que pessoalmente colocou o
aparelho e zela pelo funcionamento do mesmo, tornando o quadro mais sombrio.
A finalidade desses engenhos eletrônicos (eletrônicos, sim;
e sofisticados) é causar perturbações funcionais em áreas como as da
sensibilidade, percepções ou motoras, e outros centros nervosos, como núcleos
da base cerebral e da vida vegetativa. Mais perfeitos e complexos, alguns
afetam áreas múltiplas e zonas motoras específicas, com as correspondentes
respostas neurológicas: paralisias progressivas, atrofias, hemiplegias,
síndromes dolorosas etc., paralelamente às perturbações psíquicas.
Como se vê, o objetivo é sempre diabólico: desarmonizar a
fisiologia nervosa e fazer a vítima sofrer. A presença dos
aparelhos parasitas já indica o tipo de obsessores
que terão de ser enfrentados: Em geral pertencem a dois grandes
"ramos":
1 - O inimigo da vítima, contrata,
mediante barganha, um mago das Trevas, especializado na confecção e instalação
dos aparelhos.
2 - O obsessor é o próprio técnico, que confecciona, instala
o aparelho e, como se não bastasse, também zela pelo ininterrupto
funcionamento, o que torna o quadro sobremaneira sombrio.
É comum obsessores colocarem
objetos envenenados em incisões operatórias, durante cirurgias, para causar nos
enfermos o maior mal-estar possível, já que com isso impedem a cicatrização ou
ensejam a formação de fístulas rebeldes, perigosas (em vísceras ocas, por
exemplo). Usam para tanto, cunhas de madeira embebidas em sumos vegetais
venenosos - tudo isso no mundo astral, mas com pronta repercussão no corpo
físico: dores, prurido intenso, desagradável calor local, inflamação etc. Vide
também: Diatetesterapia e Micro
Organizadores Florais.
Mediunidade é a faculdade psíquica que permite a investigação
de planos invisíveis (isto é, os ambientes onde vivem os espíritos), pela
sintonização com o universo dimensional deles. Médium
portanto, é o intermediário, ou quem serve de mediador entre o humano e
o espiritual, entre o visível e o invisível. É médium todo aquele que percebe a
vida e a atividade do mundo invisível, ou quem lá penetra, consciente ou
inconscientemente, desdobrado de seu corpo físico.
Todo médium é agente de captação. Mas também transmite
ondas de natureza radiante, correntes de pensamento do espaço cósmico que
circunda nosso Planeta ("noures" de
UBALDI). Sabe-se, no entanto, que este sentido especial, quando não
disciplinado, pode causar grandes perturbações psíquicas (conduta anormal,
sensibilidade exagerada, tremores, angústias, mania de perseguição, etc.)
podendo levar à desorganização completa da personalidade, caracterizando
quadros clássicos de psicose.
Esse perigo tem explicação. O médium é, antes de tudo, um
sensitivo: indivíduo apto a captar energias radiantes de diversos padrões
vibratórios, do mundo psíquico que nos cerca. Se não se desligar dessas
emissões em sua vida normal, acabará por sofrer sucessivos choques e desgastes
energéticos que esgotarão seu sistema nervoso, com graves conseqüências para
seu equilíbrio psíquico. O consciente desligamento da dimensão imaterial é obtida pela educação da mediunidade, indispensável a todo
médium. A sintonia só deverá acontecer quando ele estiver em
trabalho útil e em situação adequada, a serviço de ambos os planos da
Vida. Um médium é instrumento de serviço.
Arquepadia
(do grego "épados" magia e "archaios" antigo) é a síndrome psicopatológica que
resulta de magia originada em passado remoto, mas atuando ainda no presente.
Freqüentemente os enfermos apresentam quadros mórbidos
estranhos, subjetivos, sem causa médica conhecida e sem lesão somática
evidente. São levados na conta de neuróticos incuráveis. Queixam-se de
cefaléias, sensação de abafamento, ou crises de falta de ar sem serem
asmáticos. Outros têm nítida impressão de que estão amarrados, pois chegam a
sentir as cordas; alguns somente sentem-se mal em determinadas épocas do ano ou
em situações especiais.
Os doentes sofrem no corpo astral, situações de encarnações
anteriores. Alguns foram sacerdotes de cultos estranhos e assumiram com
entidades representando deuses, selados às vezes com sangue, formando
dessa forma, fortes laços de imantação que ainda não foram desfeitos.
Outros, em encarnações no Egito sofreram processos de mumificação especial,
apresentando ainda em seu corpo astral as faixas de conservação cadavérica e os
respectivos amuletos fortemente magnetizados. Alguns sofreram punições e
maldições que se imantaram em seus perispíritos e
continuam atuando até hoje.
Sempre é necessário um atendimento especial em seu corpo
astral para haver a liberação total do paciente.
Em todas as civilizações, e desde a mais remota
Antigüidade, a magia esteve presente. Começou provavelmente, com o homem das
cavernas. Sabemos de seus rituais propiciatórios para atrair animais com que se
alimentavam, de rituais mágicos em cavernas
sepulcrais, de invocações às forças da Natureza para defesa da tribo contra
animais e inimigos. Essa magia natural teve suas finalidades distorcidas,
tornando-se arma mortífera nas mãos de magos renegados. Encantamentos eram
usados para fins escusos. E para agredir, prejudicar e confundir, tanto
indivíduos como exércitos e Estados. A ambição e o egoísmo usaram as forças da
Natureza para o Mal; espíritos dos diversos reinos foram e ainda são
escravizados por magos negros, que não poupam o próprio Homem. A distorção e o
uso errado da magia fizeram com que caísse em rápida e progressiva decadência.
No mais das vezes, a magia é a utilização das forças da
Natureza, dos seus elementos e dos seres espirituais que os coordenam. A
Natureza é a obra de Deus na sua forma pura, não é boa, nem ruim, ela é! Nós,
os seres humanos, no nosso agir errado é que utilizamos maldosamente essas
energias, e ao longo do nosso aprendizado, nos tornamos magos negros, nos
distanciamos da Lei do Criador, deixando o orgulho e a vaidade, assumir espaço
em nossos corações. Desaprendemos como receber a energia divina e aprendemos a
ganhar "poder" sobre os nossos companheiros e assim sugar as suas
minguadas energias.
Ao longo das nossas encarnações, fomos
nos tornando seres devedores da Lei, e nesse errôneo caminhar, Deus se
apieda e permite que paguemos com o Amor, as dívidas que contraímos. Esta é a
finalidade das nossas vidas, "Amar a Deus sobre todas as coisas e ao
próximo como a nós mesmos."
O pior tipo de obsessão, contudo, por todos os motivos,
complexa, é sem dúvida o que envolve a superlativamente nefasta magia negra. Ao
nos depararmos com tais casos, de antemão sabemos: será necessário ministrar
atendimento criterioso, etapa por etapa, para retirar os obsessores
(que costumam ser muitos). Procedemos à desativação dos campos magnéticos que,
sem esta providência, ficariam atuando indefinidamente sobre a vítima. Isto é
muito importante. Alertamos: a ação magnética só desaparece se desativada por
ação externa em relação à pessoa, ou se o enfermo conseguir elevar seu padrão
vibratório a um ponto tal que lhe permita livrar-se, por si próprio, da prisão
magnética.
Assim como um dia utilizamos as forças da Natureza de
maneira errada, podemos contar também com a Natureza para que a utilizemos da
maneira certa, pelo menos, desta vez. Entidades da Natureza sempre estarão
presentes e dispostas a nos auxiliarem.
Os magos das trevas têm atuação bastante conhecida.
Astuciosa. Dissimuladora. Diabólica. Apresentam-se às vezes com mansidão. São
aparências, ciladas, camuflagens, despistamentos e
ardis. Somente pela dialética, pouco será conseguido.
Para enfrentá-los, o operador deve ter conhecimento e
suficiente experiência de técnicas de contenção, além do poder e proteção
espiritual bastante para enfrentá-los. Nunca se poderá esquecer de que, ao
longo de séculos, eles vêm se preparando - e muito bem - para neutralizar as
ações contra eles, e, se possível, revertê-las contra
quem tentar neutralizá-los.
Lembranças sugestivas de uma outra encarnação, seguramente,
fluem de um arquivo de memória que não o existente no cérebro material, sugerem a evidência de arquivos perenes situados em campos
multidimensionais da complexidade humana, portanto, estruturas que preexistem
ao berço e sobrevivem ao túmulo. O espírito eterno que nos habita, guarda todas
as cenas vividas nas encarnações anteriores. Tudo, sensações, emoções e
pensamentos, com todo seu colorido.
Ressonância vibratória com o passado, são vislumbres
fugazes de fatos vivenciados em uma outra equação de tempo e que, em certas
circunstâncias, na encarnação atual, emergem do psiquismo de profundidade
através de "flashes" ideoplásticos de
situações vividas em encarnações anteriores. A pessoa encarnada não se recorda
de vidas passadas porque o cérebro físico não viveu aquelas
situações e, logicamente, delas não tem registro. Nosso cérebro está
apto a tratar de fenômenos que fazem parte da existência atual, e não de
outras.
Se a ressonância é de caráter positivo, expressando a
recordação de um evento agradável, não desperta
maiores atenções, confundindo-se com experiências prazerosas do cotidiano.
Porém, no caso de uma ressonância negativa, ocorrem lembranças de certas
atitudes infelizes do homem terreno, a exemplo, de suicídios, crimes,
desilusões amorosas e prejuízos infligidos aos outros, podem gerar conflitos
espirituais duradouros. São contingências marcantes, responsáveis por profundas
cicatrizes psicológicas que permanecem indelevelmente gravadas na memória
espiritual. Nas reencarnações seguintes, essas reminiscências podem emergir
espontaneamente sob a forma de "flashes ideoplásticos"
e o sujeito passa a manifestar queixas de mal-estar generalizado com sensações
de angústia, desespero ou remorso sem causas aparentes, alicerçando um grupo de
manifestações neuróticas, bem caracterizadas do ponto de vista médico-espírita
e denominadas - Ressonâncias Patológicas - como bem as descreveu o Dr. Lacerda.
Uma determinada situação da vida presente, uma pessoa, um
olhar, uma jóia, uma paisagem, uma casa, um móvel, um detalhe qualquer pode ser
o detonador que traz a sintonia vibratória. Quando a
situação de passado foi angustiosa, este passado sobrepõe-se ao presente. A
angústia, ocorrendo inúmeras vezes, cria um estado de neurose que com o tempo
degenera
Durante um atendimento, incorporou o espírito de uma
criança. O pai desta criança, foi convocado para a
guerra e disse a ela que ele voltaria para buscá-la. O pai morreu em uma
batalha. A aldeia em que moravam foi bombardeada, a criança desencarnou junto
com outros. O doutrinador, naquela encarnação foi o pai da criança. O nível do
corpo mental da criança ficou preso à situação de passado pela promessa do pai
e os outros habitantes da aldeia ficaram magnetizados a aquela situação. Todos
foram atendidos. O fator desencadeante: a criança, em sua atual encarnação é
dentista e tendo o doutrinador como paciente. `
Certos indivíduos mais sensíveis ou impressionáveis
manifestam um verdadeiro temor às aflições corriqueiras da vida. A causa de
tudo é o medo patológico que alimentam. Com o passar dos tempos, esse medo
indefinido e generalizado converte-se numa verdadeira expressão de pavor,
desestruturando por completo o psiquismo da criatura e alimentando, conseqüentemente,
os mais variados distúrbios neurológicos, nos quais as fobias, angústias e
pânicos terminam por emoldurarem as conhecidas síndromes psicopatológicas
persistentes e de difícil resposta aos procedimentos terapêuticos em voga.
Esse grupo de auto-obsediados faz
da preocupação exagerada e do medo patológico a sua rotina de vida. E em meio à
desgastante angústia experimentada, alimenta, de uma
forma desequilibrada, o receio de doenças imaginárias, o receio infundado com o
bem-estar dos filhos ou a idéia de que, a qualquer momento, perderão os seus
bens materiais. Formam o imenso contingente de neuróticos crônicos, infelizes e
sofredores por antecipação.
Tal eventualidade, além de identificada e bem avaliada pela
equipe Apométrica, deve motivar o próprio enfermo a
uma análise judiciosa de seu comportamento inadequado diante das solicitações
da vida.
É bem verdade que a sujeição a uma terapia espiritual globalizante, terapia que inclua desde os mais eficientes
procedimentos desobsessivos até o emprego dos métodos
sugestivos da psicopedagogia evangélica, serve para
aliviar, e muito, a sintomatologia desgastante de qualquer patologia anímica, e
ao mesmo tempo, estimular o indivíduo na busca incessante do re-equilíbrio
necessário ao seu bem-estar físico e espiritual.
O esforço individual na busca da tão sonhada vivência
evangélica aos poucos substituirá os comportamentos inadequados e as atitudes
infelizes por novos padrões mais salutares e otimistas de comportamento.